2008
10.13

Reportagem Especial 1

Todo mundo já sabe que os dados estatísticos sobre leitura no Brasil são de chorar. Não importa o índice escolhido, sempre perdemos para nossos vizinhos intelectuais, os argentinos. Seja como for, por aqui literatura é coisa de gente rica. Quer dizer, comprar livros para enfeitar a estante é coisa de gente rica. Ler já é uma outra história.

Por isso Sebastien Salé esteve na última edição da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), no comecinho do mês julho desse ano, só para registrar a melancolia da “elite literária”. Afinal, enquanto pobre sofre com a vida real, gente rica experimenta essas sensações negativas por meio da ficção.

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Acabou de saber que Shakespeare faleceu.

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Para ficar “in” até assinou a Revista Bravo.

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Emocionado, descobre que é possível recordar de algo que nunca leu.

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Lembra-se que na Casa do Saber os assentos são mais confortáveis.

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Alma solitária, reflete sobre Dostoiévski enquanto sua esposa está no hotel lendo Zibia Gasparetto.

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Trocaria tudo por uma Caras.

2008
10.09

notícia 3

É só a bolsa cair uns pontinhos e gente rica já começa com aquele chororô todo. Nessas horas bate a ilusão de que pobreza é felicidade, afinal de contas a baixa renda não tem com o que se preocupar. No gueto o índice que vale é o de mortes, e a cotação é a do pó.

E por falar em pó, minha dúvida é se, nesses tempos de crise, o povo de Wall Street anda cheirando mais, para suportar o duro concreto da realidade, ou cheirando menos, para guardar algum dinheiro antes da demissão vindoura. Está aí uma coisa que algum acadêmico poderia estudar.

Enquanto essas e outras questões não são respondidas, Salé recomenda esse belíssimo ensaio artístico, primo-irmão do Elite Triste. Sad Guys on Trading Floors.

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2008
10.07

foto 49

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Ficou chocada ao descobrir o conceito de propriedade privada. Até então achava que era a única dona do mundo.

2008
10.02

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Acordou tarde, ligou o computador e conferiu a situação da bolsa. Nesse momento desejou voltar ao pesadelo que o tirou da cama.